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Segunda etapa do “Fermento para a Missão” – depoimento das Irmãs participantes

Esta segunda etapa do “Fermento para a missão” foi uma bênção em diversos sentidos: no aprofundamento do nosso compromisso, como membros do Instituto, na tentativa de reconhecer os nossos dons para a liderança; na experiência de sermos um corpo para missão e na busca de vivermos em interdependência e em corresponsabilidade. Durante o encontro algumas perguntas ressoavam no nosso coração:

  • Qual contributo podemos realizar juntas, para animar cada uma e outros membros da Congregação, para abraçar o chamado da missão hoje?
  • Que dons particulares podemos oferecer para a Congregação?
  • Como estou desenvolvendo os dons para a missão?
  • À luz da realidade atual, quais são as questões que a liderança enfrenta na Província/Região?
  • Que apoio eu preciso dar a equipe de liderança para podermos dar testemunho dos valores evangélicos e do carisma?
  • Qual é a minha responsabilidade diante da liderança?

Nas partilhas de cada dia, fizemos a experiência de como Deus está em todas e em tudo. Isto se manifestou por meio da confiança recíproca, nas partilhas tão sinceras e abertas do apelo em vivermos em verdade/autenticidade o Carisma a que somos chamadas a viver no nosso tempo. Da necessidade da subsidiariedade no ministério; do alimentar, a esperança mesmo quando o futuro nos é incerto. Deixarmos animar pela paixão por Jesus Cristo e sua missão.

A partir dos aprofundamentos sobre liderança e, especialmente, sobre os atributos da liderança de Jesus Cristo e dos escritos do Pe. Gailhac, terminamos este encontro com a certeza de que não nascemos líderes. A liderança se faz no contexto do serviço. Os líderes são formados e não treinados. Aprendemos com os nossos fracassos. As mudanças significativas precisam de tempo e esforço. Portanto, precisamos mirar nas atitudes de Jesus Cristo para sermos transformadas a cada dia no exercício da liderança.

Assim, fomos desafiadas a todo tempo a sermos melhores do que somos a ajudarmos, umas às outras, a fazer caminhos novos, a nos comprometermos com o Instituto e com todas as Irmãs e acreditarmos que Deus faz muito do que podemos.

Ir. Maria Cristina Caetano, rscm

Viver o tempo pascal na experiência do Fermento para a missão e ressurgir em vida transformada,como o processo de um cacho de uva (cada RSCM está ligada a outra).

Para nos tornarmos “vinho novo colocado em odres novos”, uma pessoa fará o processo para que o vinho não se torne vinagre. Como também o fermento para a farinha de trigo tem as medidas fazendo o pão ser macio e consistente e cresça. É um sistema – como o tempo, o conhecimento e o objetivo claro, fazendo vinho e pão com qualidade. Deus é o nosso vinhateiro e padeiro nas farinhas de nossas vidas, levando-nos a aprender das experiências do carisma e da missão RSCM. Ele, em cada cultura e contexto, nos conduz a sermos pão e vinho nas nossas realidades: pessoal, comunitária,  social. A Ir. Rosamond tocou-nos na abertura do encontro, convocando-nos a deixarmos guiar pela lógica das Bem Aventuranças (Mateus 5, 1-12) com novo coração, coração aberto a transformação com determinação e perseverança.      “Pois as pessoas misericordiosas alcançaram misericórdia”. A misericórdia não Julga, ama, ter coragem. É o desafio das bem-aventuranças, confiança recíproca e colaboração entre nós, irmãs. Ter compaixão falando verdades, mesmo que difícil, sermos mulheres de paz.

Crescendo, como discípulas em missão, tornando mais efetiva e eficaz nossa colaboração, dialogando sobre as principais questões do IRSCM para nosso presente e  futuro que nos desafia, atraindo com nosso testemunho outras mulheres a nossa missão.

Estamos envolvidas  e comunicamos de muitas maneiras. Estamos em mudanças, vivemos em sistemas e somos afetadas pela abertura ou fechamento nesse sistema, a Congregação, como o sistema corpo para a missão. Visualizando a função dos sistemas do corpo, sistema aberto ou fechado e o que nos conecta com todo o corpo, como se relaciona com os outros sistemas. Uma liderança que seja conectada e aceite os desafios na criatividade dos sistemas, em mudança da vida pós-moderna, como a estação da primavera em Roma é a vida que desperta para um novo tempo de flores, frutos e sementes.       Vimos também o chamado do Papa Francisco em “Viver a Igreja em saída…” A liderança em Gailhac, que estimulava “Para que todos tenham vida…”. Gratidão, gratidão a Deus e todas as pessoas que colaboram conosco na formação e missão.

Ir. Delva Piedade de Oliveira, rscm

 

“Fermento para a Missão” – Roma, 16 a 21 abril de 2018

Participar do grupo “Fermento para a Missão”.

Ao longo desse tempo foi para mim mais do que pensar e refletir temas sobre a liderança propriamente.

Foi um alargar da nossa visão para todo o nosso Instituto e da nossa missão no mundo hoje.

Foi uma tomada de consciência mais profunda do que é agir como um Corpo para a Missão.

Foi fazer a experiência de Deus no todo do nosso Instituto, por meio das partilhas, das trocas de experiência de cada uma, antes, durante e depois do encontro.

Em 2017, em Fátima/Portugal, fomos desafiadas a refletir ao longo do ano por cinco tópicos: “Árvore do Carisma, Contexto e relação ao Carisma, Abrir Mente Coração e vontade, Liderança, Membro Pertença, e Autoridade e Poder”.

Em 2018, fomos incentivadas a aprofundar o texto: “Vinho Novo em Odres Novos”.

Um convite a sermos mulheres novas, gerando o novo na vivência da vida comunitária, no serviço da liderança, na relação com os outros, em união com todo o Instituto, numa atitude habitual de discernimento da vontade de Deus em nossas vidas.

No decorrer dos dias em que estivemos reunidas e Roma, tivemos a oportunidade de refletir aprofundar o tema: “Liderança e Discernimento”, Nossas Congregações e Organizações como um sistema aberto num mundo em rede; trabalhar com finalidade e objetivo como membro; de partilharmos os nossos medos, nossas preocupações e angustias e receios quanto ao nosso futuro, mas também de partilharmos nossos sonhos e esperanças, abraçando nossa realidade humana tendo conta os nossos dons, nossas forças e as nossas fragilidades diante dos desafios do nosso tempo.

Fica aqui a nossa gratidão ao Conselho Geral e toda a equipe, Fermento para a Missão, por ter nos proporcionado este momento tão rico e significativo para Vida e Missão do nosso Instituto. As nossas irmãs das diversas Províncias, Regionais e também aos nossos Colaboradores de uma forma muito carinhosa caminharam conosco por meio de orações e da união fraterna. Contêm conosco sempre.

Ir. Geny Alves de Oliveira, rscm

A segunda etapa de encontro de Fermento para a Missão, para mim, foi muito importante porque aprendi, mais uma vez, a saber estar com as minhas Irmãs.

Pude partilhar e ouvir partilhas das realidades de vida das minhas Irmãs.

Aprofundei mais sobre o tema de liderança, principalmente nos aspectos de liderança em relação à pessoa, ministério, responsabilidade, seguimento de Jesus Cristo. Como seguidoras, devem levar conosco as pequenas cruzes de dia-a-dia. Como líderes, devemos criar nas pessoas a liberdade e não o inferno. Dizer sim, quando é sim, e não quando é não.

Também aprendi os atributos de liderança: Deus Amor, obediente, reflexivo, modelo.

A visita que fiz a Marymonnt Internacional School ajudou-me muito e esclareceu-me mais sobre a continuidade de Carisma aderido pelos leigos e que está nas mãos daqueles leigos. E fiquei com sentimento de esperança futura de que ontem eram as RSCM. Hoje, são os leigos; amanhã serão as RSCM e os leigos a continuarem a transmitir o mesmo Carisma.

Como o fundador diz: “as minhas palavras não envelhecem, são sempre novas, porque tudo é de Deus e sempre novo”.

Ir. Jacinta Alberto, rscm

Que bom conhecer, para “fazer novas todas as coisas”!

São sentimentos emergentes, neste momento em que encerram as duas etapas do FERMENTO PARA MISSÃO.

O Papa Francisco nos convida a sairmos dos nossos muros existenciais, do medo e da paralisia.

O Instituto Sagrado Coração de Maria nos proporcionou esse momento de revisão das nossas lideranças, nestes tempos de incertezas.  Momento de busca de elementos sólidos, para que não gerem medo nem nos paralisem, e sim sermos mulheres com coragem, ousadia criativa, para um avanço no testemunho profético.

Ir. Lucilene de Oliveira, rscm

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